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(p)1999-2008 por Leo Mano. Rio de Janeiro - RJ, Brasil
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Entrevista com Gil Cleber


Gil Cleber com Félix Sonnenfeld (foto de 1992)

Em entrevista realizada em 25 de julho de 2004 para o site Problemas de Xadrez, Gil Cleber Duarte Carvalho, autor do livro Félix Sonnenfeld, o Mosqueteiro do Rei, descreve os bastidores deste trabalho que est� destinado a ser um dos mais importantes livros de xadrez j� lançados no Brasil.


PX - O "Mosqueteiro" não � um livro sobre o jogo de xadrez (como a grande maioria) mas sim um raro livro brasileiro dedicado ao problemismo. Quais são suas expectativas (e da editora) com relação a ele?

Gil Cleber - A Editora Ciência Moderna (www.lcm.com.br) mostrou-se sensível � falta de livros sobre problemas de xadrez no mercado. Ao tomar conhecimento da existência dessa obra, e em face da importância de Sonnenfeld no cenário enxadrístico brasileiro, interessou-se em edit�-la. Esperamos que o livro obtenha sucesso, conquanto haja um campo menor para o problema de xadrez devido às suas inerentes dificuldades, e cumpra com sua missão: divulgar a obra problemística de Sonnenfeld, bem como servir de introdução ao problema de xadrez para aqueles que se interessam mas não dispõem de livros especializados nessa área. Espero também que possa despertar o interesse daqueles enxadristas que s� se dedicam ao jogo e não se interessam pelo problemismo por falta de informação. Vale lembrar que muitos Grandes Mestres também compõem. Um exemplo � Smyslov, que em face de sua deficiência visual por causa da idade, que prejudica no jogo, atualmente s� se dedica � composição.

PX - Felix Sonnenfeld, além de ter sido fundamental na história do xadrez brasileiro, era mundialmente conhecido como um grande problemista. Uma versão em inglês seria muito bem recebida na Europa, Rússia e Américas. Existem planos para uma edição em inglês ou espanhol?

Gil Cleber - Pessoalmente não tenho planos, no momento, para uma edição do livro em outras línguas. Caso venha a ocorrer, no entanto – e eu gostaria que isso acontecesse –, ser� de grande importância para o xadrez brasileiro, pois creio que poucas obras sobre enxadristas brasileiros são publicadas no exterior (pessoalmente não conheço nenhuma). Por exemplo, o excelente Perfil de um Gênio, do Rubens Filguth, sobre o Mequinho – ignoro se teve publicação em outros idiomas, mas creio que não.

PX - Retratar a obra de Sonnenfeld � uma tarefa dificílima: a complexidade técnica, o vasto material para pesquisa, analisar, selecionar e dar forma a tudo isso. Quanto tempo levou para o "Mosqueteiro" ficar pronto?

Gil Cleber - De fato existe a� uma história. A idéia do livro surgiu com o Sonnenfeld ainda vivo, quando eu o visitava em sua casa em Miguel Pereira, isso no começo dos anos 90. Ele, sempre muito receptivo, mostrava-me suas composições e ia explicando suas idéias e as peculiaridades do mate ajudado, sua especialidade, o que contribuiu para que eu adquirisse um conhecimento mínimo suficiente para trabalhar no livro. Inicialmente reuni um certo número de seus problemas e fiz um esboço do que seria a obra. Com seu falecimento, recebi da família um material que pertencera ao Sonnenfeld, material esse que me permitiu ampliar as pesquisas, as quais se basearam exclusivamente em três fontes: nossas entrevistas pessoais, nos idos de 1990 a 92 (que não foram tão freqüentes quanto deveriam ter sido); os boletins da UBP; e o material que ele me deixou. Eu j� tinha um “esqueleto” do livro quando, em 1995, adquiri um computador, o que facilitou a tarefa, p. ex., de montar os diagramas no Word e redigir e revisar o texto. Por volta de 1997, atendendo ao interesse de alguns associados do NBS (Núcleo Brasileiro de Solucionistas), imprimi algumas cópias e distribu� entre eles. Após isso, resolvi ampliar o livro valendo-me principalmente do material deixado por Sonnenfeld, e umas poucas cópias mais foram impressas a pedido de problemistas interessados (essas cópias, no total, não chegaram a vinte). A versão atual ficou pronta aproximadamente nos primeiros dois anos da nova década. Desde 97, no entanto, pelo que me lembro (se não me engano, mesmo antes), eu j� havia encaminhado proposta sobre o livro a umas seis editoras (uma das quais publica livros sobre xadrez), que não se interessaram, e at� mesmo um canal de divulgação eu tentei através do programa Sem Censura, da TVE, cuja produção nem me respondeu nem devolveu o material encaminhado (parece incrível!). O livro permaneceu estagnado vários anos, at� 2003, quando a Ciência Moderna tomando conhecimento de sua existência entendeu sua importância e aceitou public�-lo.

PX - Voc� tem recebido comentários sobre o livro? Quais?

Gil Cleber - O livro foi lançado muito recentemente, não houve tempo ainda para receber comentários. Peço divulgar meu e-mail, gilccarvalho@ig.com.br, pois todos os comentários e críticas serão bem-vindos, principalmente se contribuírem para seu aperfeiçoamento.

PX - Apesar da revisão geral do Almiro Zarur, um dos mais premiados problemistas brasileiro, o livro foi impresso com alguns erros: Nos enunciados e soluções (exemplo: problemas 4 e 6 da pag.87 - as negras � quem voltam e não as brancas), na diagramação (exemplo: no capítulo "uma história incomum", a posição dos diagramas confunde o leitor quando este l� as soluções sem saber a qual diagrama se refere), na nomenclatura (exemplo: o capítulo "Os Primeiros Lugares" não destaca aqueles que, na verdade, foram "Primeiro Prêmio", que � uma classificação diferenciada no problemismo). Estes erros, apesar de toleráveis isoladamente, acabaram por se acumular e dar a impressão de que a revisão poderia ter sido mais apurada. Consultado, Almiro Zarur comentou que alguns trechos foram impressos diferentemente de sua revisão e mencionou, inclusive, que sua mensagem na contra-capa do livro foi truncada alterando o sentido da última frase(*). Apesar destas falhas não diminuírem a importância do "Mosqueteiro" para o xadrez brasileiro, seria interessante que estas questões fossem sanadas no futuro. Voc� tem planos de evolução para o "Mosqueteiro"?

Gil Cleber - Com efeito, lamentavelmente persistiram na versão final incorreções que, sem dúvida, em havendo uma segunda edição (a qual depender�, presumo, da receptividade do livro no mercado), todas essas falhas serão sanadas. Cumpre, contudo, fazer alguns esclarecimentos.

Com relação � frase truncada do texto do Zarur na 4� capa, deveu-se a um lapso na gráfica, pois o texto foi encaminhado impresso em papel-ofício, e não em arquivo digital. Presumo que ao ser transcrito para o computador, o digitador enganou-se. De qualquer forma, não foi substancialmente alterado o sentido da frase.

Quanto às falhas contidas no corpo do livro:

– O capítulo “Os primeiros lugares” trata também dos problemas que receberam “primeiro prêmio” em concursos, apesar de haver uma diferença entre “prêmio” e “lugar”, na classificação dos problemas em certos tipos de concursos. O Zarur me encaminhou os dados para correções quanto a isso, em que eu devia pôr “prêmio” e “lugar” onde coubesse cada um desses termos, o que fiz. Surpreendeu-me que na versão publicada essas correções não apareçam. Isso se deve, creio eu, a algum lapso de minha parte (fiz as correções, mas me esqueci de salv�-las? � possível…). Trata-se de uma falha a ser corrigida numa reedição futura do livro. Faço, contudo, uma ressalva, chamando atenção para o fato de que com isso não se altera qualitativamente a classificação, sendo apenas uma norma técnica de menor relevância: tanto um primeiro lugar quanto um primeiro prêmio significam que o problema em questão foi o primeiro colocado naquela prova, ou seja, o vencedor da prova. Destaco que existem duas outras classificações: Menção Honrosa e Recomendação, estas sim obedecendo a uma hierarquia, j� que a Menção Honrosa vem primeiro em importância na ordem de classificação.

– Quanto � diagramação, cada problema est� numericamente relacionado com o texto que a ele se refere, o que não dificulta a leitura. Isso, contudo, não ocorre no item “Uma história incomum”, mas ainda assim, ali se encontra no texto referência explícita ao problema do G. Broeker, o que � suficiente para desfazer qualquer dúvida. Concordo, porém, que o problema do Sonnenfeld deveria ter ficado na página 126, e o do Broeker na mesma página, mas mais próximo � margem inferior.

– O Zarur teve a gentileza de fazer uma revisão do livro em sua primeira apresentação completa, aquela que referi acima, datada de 1997 (aproximadamente). Excetuando a questão acima referida da distinção entre “prêmio” e “lugar”, suas demais correções sugeridas foram feitas. Depois disso, acrescentei alguns problemas e fiz pequenas alterações no texto. O sr. Sergio Milward possui um exemplar dessa segunda versão, e chegou a indicar dois problemas que não eram de autoria do Sonnenfeld, lançando dúvida sobre mais dois ou três, tendo sido todos esses excluídos. Soube que o sr. Sergio Milward fez outras correções posteriormente, mas não me foram encaminhadas. Chegaram-me às mãos indiretamente, e por acaso, depois de o livro ter ido ao prelo. Essas correções são essencialmente de erros de digitação nas soluções, indicações de alguns problemas sobre os quais paira dúvida com respeito � autoria e introdução de alguma outra observação pertinente a cada caso. Infelizmente, essas correções s� poderão ser feitas havendo uma futura segunda edição.

A questão sobre as falhas que persistem no livro � importante, pois me permite esclarecer com que recursos trabalhei na feitura do mesmo.

Todas as pesquisas feitas nos Boletins da UBP não deixam dúvida com relação a autoria dos problemas, e nas entrevistas com Sonnenfeld, que tinham um caráter bem informal, obtive diversas informações acerca de suas idéias, de forma que quando eu me aventuro no livro a algum comentário técnico, eu o faço baseado nas palavras do mestre e, também, em leituras de publicações sobre problemas em geral.

Porém, a pesquisa nos arquivos deixados por Sonnenfeld resultou tremendamente difícil. O material constava de centenas de cartõezinhos com os diagramas impressos, mas alguns não continham o nome do autor. Alguns pude identificar como não sendo de sua autoria, mas com relação a outros isso não foi possível. Outras dificuldades surgiam, como por exemplo, o mesmo problema estar diagramado duas vezes e indicar datas diferentes de publicação, ou diferentes premiações, dúvidas que não era possível sanar por faltar material de pesquisa comprobatório.

Os 24 problemas das páginas 128 e 129, p. ex., foram encaminhados ao Zarur para que ele, na qualidade de especialista e de possuidor de vasta cultura problemística, pudesse ajudar-me quanto � autoria, mas ele não pôde estabelecer com precisão se são todos do Sonnenfeld. Eu presumo que sejam, mas pode ser que, por tratar-se de um concurso dirigido por ele, tenha inserido algum trabalho de outro autor – o que deveria ser mencionado, se fosse o caso de identificar o(s) autor(es).

Convém lembrar ainda que, esboçada a versão final do livro, quase todos os problemas passaram por teste em computador (não foram testados alguns cujo enunciado não era previsto nos programas de xadrez). Diversos apresentaram furos. Alguns pude, eu mesmo, corrigir com o acréscimo de um peão, ou com a alteração da posição de um peão, e testados novamente, mostraram-se corretos. Outros apresentavam furos irremediáveis, como relatado no item “Quádrupla homenagem”, pg. 124, e por isso foram eliminados do livro.

PX - A figura cativante do Félix foi responsável pela formação de vários talentos do problemismo brasileiro. A geração atual, apesar de ainda atuante e com trabalhos de primeira linha, est� reduzida a pouquíssimos compositores, o que torna ainda mais difícil a formação de novos problemistas. Voc� também teve esta preocupação quando decidiu fazer o “Mosqueteiro”?

Gil Cleber - A minha preocupação com relação ao Mosqueteiro e com o problemismo em geral � a dificuldade. Jogar xadrez � mais fácil que compor, mesmo se levarmos em consideração que jogar bem � muito difícil. Isso quer dizer que mexer as peças, orientar-se durante uma partida, � coisa que se aprende com relativa facilidade, e com um pouco de prática, mesmo que o enxadrista nunca atinja um nível mais elevado de jogo, desenvolver-se-� o suficiente para jogar. Mas compor � outra coisa, e falo por experiência própria: � extremamente difícil, se voc� pretende produzir algo que valha a pena – e esta � uma das principais diferenças entre o jogo e a composição: no jogo, voc� pode jogar mal, mas est� jogando, est� praticando xadrez; na composição, ou voc� compõe bons problemas, ou não compõe, não h� meio-termo. Por isso eu desisti de compor: tenho uns trinta problemas de minha autoria (alguns são ótimos) e mais nenhuma paciência, pois além da dificuldade em produzir um bom problema, corre-se o risco de que ele acabe com erros insanáveis. Para voc� ter uma idéia, compus um direto em 2 riquíssimo em estratégia, uma pequena maravilha… para depois descobrir que estava irremediavelmente insolúvel!

A apreciação de um problema de xadrez também requer um conhecimento básico que vai além do mero conhecimento que a maioria possui das regras do jogo, o que torna o problema de xadrez menos acessível ainda. (� preciso lembrar ainda que, além das modalidades mais conhecidas e “populares”, como o direto, o ajudado e o inverso, existe o campo vastíssimo dos chamados feéricos, que devem necessariamente sair do quase anonimato! Não seria interessante que, chegando-se a um local de um evento enxadrístico qualquer, tanto se encontrassem pessoas jogando quanto falando naturalmente em gafanhotos, leões, circe, cilíndricos, etc., e quem sabe at� crianças? Utopia?)

Em face dessas dificuldades, ao elaborar o Mosqueteiro tive o cuidado de dar um certo tom didático ao mesmo. Por exemplo, no final do livro encontra-se uma introdução técnica ao problema, que � um resumo das noções acerca de temas e sistemas, essenciais para que se possa apreciar um problema de xadrez além de meramente tentar solucion�-lo. (Eu, p. ex., como não sou solucionista, prefiro ver logo a chave e acompanhar as variantes para compreender a idéia do autor, a perder um tempo enorme na simples tentativa de encontrar a solução.) Além dessa introdução técnica, os problemas de um modo geral vêm acompanhados de breves comentários chamando atenção para os fenômenos estratégicos presentes. Isso facilita ao leitor não especializado entender o que o autor pretendia com aquele problema, embora ainda v� exigir-lhe boa dose de atenção para não se perder nos detalhes.

Com relação ao surgimento de novos compositores, de fato, constata-se que não est� havendo renovação, e penso que se deve em parte às dificuldades que mencionei acima. O “candidato” a problemista dever� ter o problema de xadrez “no sangue”, ou então sucumbe. Mas não acredito que seja falta de talentos, e vou citar um caso: correspondi-me certa vez com um rapaz, Márcio Tosta Gonçalves, e falamos sobre problema de xadrez. Ele era associado do NBS. Como � época (em 2000) o NBS estivesse promovendo um concurso de composição, sugeri que ele tentasse compor alguma coisa, enviei-lhe um exemplo do tema Cear�(**) como desafio, e ele não decepcionou. O problema composto por ele � o que se segue (pode ser mostrado, pois � obra publicada):

++2
1. … Rd4 2.Da1++ (jogo aparente na casa crítica)

1.Da7! [2. d4++]
1. ... Txd2 (captura do Peão) 2. De3++
1. ... fxe1=D/B (pregadura do Peão/abertura de linha branca) 2. Tf5++
1. ... Bd3 (interceptação do Peão na 3� linha) 2. Cxd3++
1. ... d4 (ocupação da casa crítica na 4� linha/autobloqueio) 2. Db8++
1. ... Te4 (defesa direta/autobloqueio permitindo autoinferência do Bispo) 2. Cf3++
1. ... b6 (defesa indireta/abertura de linha branca) 2. Dxg7++ (lindo lance de Dama)

O fato de a chave suprimir a casa de fuga do rei encontra compensação pela economia, pela estratégia e por seis variantes temáticas. Chama atenção principalmente o jogo com a dama, que funciona na chave e em três variantes!

O problema, que pode ser assinado por qualquer grande compositor, não obteve nenhuma distinção (!!!), e no entanto foi feito por alguém que se iniciava no problemismo. Perdi o contato com o Márcio, não sei se continua compondo.

Essa não renovação se deve também – e principalmente – ao que se observa com relação ao xadrez em geral: não h� estímulo para o enxadrista porque, ou o sujeito � um gênio, e então recebe apoio, ou � apenas um jogador talentoso (no Brasil houve s� um gênio no jogo, Mequinho) e não consegue profissionalizar-se por falta de apoio. Quando os bons jogadores, mesmo que não sejam gênios, encontrarem meios de viver exclusivamente do jogo – e quando isso ocorrer com relação a problemistas – então por certo poder-se-� contar com um xadrez de alto nível no Brasil. At� l�, � essa mesmice que se v� por a�.

PX - Para terminar, gostaria de lhe parabenizar por este trabalho que, a meu ver, � um registro histórico que faltava ao xadrez brasileiro e uma justa homenagem ao nosso mais importante problemista, Félix Sonnenfeld.

Gil Cleber - Gostaria de finalizar reiterando que o Mosqueteiro do Rei foi inicialmente recusado por seis editoras, depois do que ficou hibernando por vários anos, at� ser encontrado pela Ciência Moderna, que propiciou divulgar-se o problema de xadrez e, principalmente, prestar essa homenagem ao grande problemista Felix Sonnenfeld. Grato por isso � Ciência Moderna.

Não posso esquecer-me de citar aqui o nome do enxadrista e amigo pessoal Sérgio Badolati, da cidade de Miguel Pereira. Foi o Badolati que, entrando em contato com a Ciência Moderna para a aquisição de livros sobre xadrez, fez referência ao Mosqueteiro do Rei, donde a CM ter tomado conhecimento de sua existência. Ao Badolati meus mais sinceros agradecimentos.

No mais, agradeço a Leo Mano ter-me permitido falar do livro em seu site e a divulgação que est� fazendo da obra.


(*) Na 4� capa do livro, onde se l� "a vulgarização de uma requintada obra, a de Félix Alexander Sonnenfeld", leia-se "vulgarização de uma arte 'secreta', a do problema de xadrez, através da apresentação de uma requintada obra, a de Félix Alexander Sonnenfeld".

(**) Tema Cear�: Um peão ameaça mate com um duplo passo. As defesas deverão apresentar 5 recursos tátitcos: a) captura do peão; b) pregadura do peão; c) bloqueio do peão na 3� linha; d) bloqueio do peão na 4� linha; e) guarda da casa onde o peão d� mate.

(p)2008 por Leo Mano. Rio de Janeiro - RJ, Brasil.