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(p)1999-2008 por Leo Mano. Rio de Janeiro - RJ, Brasil
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 AB70 - Arruda Castanho
Campeonato Brasileiro, 1957 - 1o. Prêmio.
(8x9) d3cB2 - 3B4 - 8 - 1C2pp2 - 2p1r3 - 1bD1P3 - t1PPR3 - 2b5

#2. Direto em 2.


 AB71 - Gurzoni Netto
Campeonato Brasileiro, 62/63 - 1o./2o. Prêmio.
(9x6) 2D5 - 1t6 - 3p3p - 3P3P - CC1r1Rp1 - 1P2c1P1 - 5B2 - 8

S#2. Inverso em 2.


 AB72 - Byron Gaspar
Memorial F.V. Agarez, 1960 - 1a. M. Honrosa
(11x8) 6b1 - 3C1p1P - tT1p4 - 3r3B - 6P1 - B2PR2c - dp4C1 - 3DT3

#2. Direto em 2.


 AB73 - Pinto Gomes
Stadium, 1945 - 1o. Prêmio
(8x5) 8 - Rp3D2 - p7 - 2p1P3 - 2Tdr3 - 3C4 - 1BBP4 - 8

#2. Direto em 2.


 AB74 - Ari Prado
O Diário, 1943 - 1o. Prêmio.
(11x9) B3d1c1 - bCT2T2 - 1p1B4 - 2pr1P2 - t7 - 1PP1pC2 - c7 - 4R2D

#2. Direto em 2.


 AB75 - L. Mano
(5x5) t7 - 1pPFp3 - prB5 - C7 - 2R5 - 8 - 8 - 8

#2. Direto em 2.
Foguete Atômico. Peça heterodoxa que se move em qualquer direção (como a dama) porém com alcance de apenas duas casas. Ela também pode saltar sobre uma peça adjacente (amiga ou inimiga).


 AB76 - Murilo C. Rodrigues
Caissa, 1980.
(7x8) 2b5 - 2PP4 - p1p3t1 - r1R2p2 - p4P2 - P1p2P2 - 2P5 - 8

#2. Direto em 2.
Foguete Atômico (ver AB75).


 AB77 - J. Coelho
1° Torneio "A Notícia", 1886 - 1° Prêmio.
(11x7) 3cT3 - 3R4 - 1p3pCD - 1P2TpP1 - 3r1t2 - B1p2P2 - 8 - 5BC1

#2. Direto em 2.


 AB78 - Porto Carreiro Neto
Xadrez Brasileiro - 1939
(3x4) 3c4 - 3P3r - 3R4 - 3p3p - 8 - 8 - 5C2 - 8

+. Brancas jogam e ganham.


 AB79 - J. Uchôa
Xadrez Brasileiro - 1939
(3x3) 6t1 - 3P4 - r7 - 8 - 8 - 5R2 - 6p1 - 1T6

+. Brancas jogam e ganham.


Soluções

AB70 - A chave 1.Da1 ameaça Cc3#. Seguem as tentativas de defesa: a) 1... Txc2 2.Dxa8#; b) 1... Bb2 2.Dh1#; c) 1... Da5 2.Bc6#. A dama realiza o seu movimento mais longo em duas direções diferentes dando mates na mesma diagonal porém em cantos opostos.

AB71 - O primeiro lance 1.Df5 ameaça De5+, por isso a sequência continua com três possibilidades: a) 1... Te7 2.De4+ Txe4#; b) 1... Tf7 2.Df6+ Txf6#; c) 1... Txb4 2.Dd3+ Rxd3#. Três belas variantes que, somadas à ameaça inicial, resultam em quatro diferentes xeques de dama com diferentes mates inversos por captura.

AB72 - A chave 1.Da4 ameaça De4#. Seguem as tentativas de defesa: a) 1... Re6 2.Rd4#; b) 1... Dc4 2-Dxc4#; c) 1... Txa4 2.Txd6#; d) 1... Bxh7 2.Bxf7#; e) 1... Cc2 2.Cc4#; f) 1... f5 2.hxg8=D#. Movimentos Coordenados Análogos: Para cada peça negra usada na defesa, as brancas dão mate com uma peça igual. A existência de uma variante para cada peça possível é uma task.

AB73 - A chave 1.Txc5 ameaça Cf2#. Seguem as tentativas de defesa: a) 1... Dxd3 2.Tc4#; b) 1... Dxc5+ 2.Cxc5#. "A chave desprega peça negra e se auto-prega com ela! Na defesa (variante 'a'), a peça negra liberada se auto-prega e libera a chave" (Caetano Belliboni - Introdução ao Problema Ortodoxo).

AB74 - A chave 1.Tcd7 ameaça Cd8#. Seguem as tentativas de defesa: a) 1... Bb8 2.Ca5#; b) 1... Cb4 2.Ce5#; c) 1... Ce7 2.Cd4#. A chave forma uma bateria que se soma às duas já existentes. Em cada defesa uma das três diferentes baterias é acionada.

AB75 - O Foguete Atômico (identificado pela letra "F") é criação do brasileiro Evélio Picasso. Infelizmente ainda não consegui localizar obras deste major catarinense. Sendo assim, produzi este problema com o objetivo de demonstrar as propriedades desta peça genuinamente brasileira (existem pelo mundo centenas de peças feéricas com as mais diferentes características. Algumas até mudam de cor...) e estimular outros compositores. A chave 1-Fxe7 ameaça Fc5# e as negras não possuem refutação. Apesar da repetição dos mates para qualquer lance negro (Rxa5 / bxc6 / Ra7), os mates só existem em função da existência do Foguete Atômico. Por exemplo, se você substituir o Foguete Atômico por uma dama, os mates desaparecem: a) 1... bxc6 2.Dc5+ Rxc7; b) 1... Ra7 2.Dc5+ b6; c) 1... Rxa5 2.Dc5+? b5+. Por outro lado, no ensaio 1.Fxb7+? Rxa5!, se o Foguete Atômico fosse substituído por uma dama, teríamos o mate 2.Db4#

AB76 - O fato do Foguete Atômico não aparecer no diagrama torna a chave, 1.d8=F, um tanto óbvia mas também serve para demonstrar as peculiaridades da nova peça. Nenhuma outra promoção serviria. As negras não podem se defender da ameaça Fb6#.

AB77 - A chave 1.Ce7! não faz qualquer ameaça, o que caracteriza os problemas de bloco. Sendo assim, qualquer lance preto abre uma linha de mate: a) 1... c2 2.Bb2#; b) 1... Rxe5 2.Dxf6#; c) 1... Txf3 2.Cxf3#; d) 1... fxe5 2.Dxb6#; e) 1... fxg5 2.Dd6#; f) 1... Te4 (ou Tg4 ou Th4) 2.Cxf5#; g) 1... Ce6 (ou Cc6 ou Cb7 ou Cf7) 2.Cc6#. Vale registro a presença dos ensaios: a) 1.Cf4? (ameaçando Td5#) Ce6!; b) 1.Dh2? (ameaçando Df2#) Te4!

AB78 - Carreiro Neto foi um especialista em estudos e finais artísticos. Manteve uma coluna especializada na revista "Xadrez Brasileiro" desde seu lançamento, em 1932, até 1944 quando a revista desapareceu. Neste final as brancas procuram promover o Peão a qualquer custo. Por outro lado, as negras tentarão trocar seu Cavalo pelo Peão branco garantindo, assim, o empate. A solução é 1.Rc7 Cf7 2.Cd3 (as brancas devem desalojar o Cavalo negro), h4 (única forma de contra-atacar pois as negras não conseguirão manter a casa d8 vigiada para sempre); 3.Ce5 Cg5 4.Rc8 (4.d8=D? Ce6+) Ce6 5.Cf3 h3 6.Cg5+ Rg6 7.Cxe6 (7.Cxh3? d4 8.Cf4+ Rf5 9.Cd3 Re4 empata) h2 8.d8=D h1=D 9.Dg5+ Rf7 (9... Rh7 10.Dg7#) 10.Cd8+! Re8 11.De5+ Rf8 12.Df6+ Rg8 13.Dg6+ Rh8 14.Cf7#

AB79 - Ambos os bandos estão impedidos de promover seus Peões em função da presença das Torres (lembrando que os finais de Dama contra Torre são teoricamente vencedores). A vitória surge após 1.Re4! Td8 2.Rd5 Txd7+ 3.Rc6 (ameaçando Ta1#) g1=D 4.Txg1 Ra4 5.Rxd7.


(p)2008 por Leo Mano. Rio de Janeiro - RJ, Brasil.